- Três quintos (61%) dos Moçambicanos declaram não estar a trabalhar e encontrar-se à procura de emprego. Menos de um sexto (15%) relata trabalhar a tempo inteiro (8%) ou a tempo parcial (7%) (Figura 1).
- Oito em cada 10 respondentes(81%) desaprovam o desempenho do governo na criação de emprego, incluindo 69% que afirmam que este tem atuado “muito mal” (Figura 2).
- As avaliações negativas são mais elevadas entre os cidadãos desempregados (85%) do que entre aqueles que trabalham a tempo parcial (73%) ou a tempo inteiro (68%) (Figura 3).
- Metade (50%) da população considera as suas condições de vida como “razoavelmente más” (16%) ou “muito más” (34%), ao passo que 36% afirmam que são boas. Os restantes (14%) descrevem as suas condições de vida como “nem boas, nem más” (Figura 4).
- Cinco em cada 10 cidadãos (50%) afirmam que tiveram de recorrer a familiares para suprir as suas necessidades essenciais pelo menos uma vez ao longo do último ano, ao passo que cerca de um terço (35%) refere ter tido de recorrer a amigos ou vizinhos para obter assistência (Figura 5).
- Um em cada 10 (10%) afirma ter solicitado assistência a uma organização religiosa, grupo comunitário ou instituição de caridade.

A maioria dos Moçambicanos demonstra insatisfação com o desempenho do governo na criação de emprego, revela um recente inquérito do Afrobarometer.
Os indivíduos desempregados manifestam desaprovação com maior probabilidade do que os seus pares inseridos no mercado de trabalho. Este dado assume particular relevância num país onde seis em cada 10 respondente declaram estar desempregados e à procura de trabalho, enquanto menos de um em cada seis são trabalhadores a tempo inteiro ou parcial.
Metade dos cidadãos considera as suas condições pessoais de vida como más. A mesma proporção relata ter recorrido a familiares, durante o ano transato, para suprir as suas necessidades financeiras essenciais; um em cada três solicitou apoio a amigos ou vizinhos, e um em cada 10 a organizações religiosas ou comunitárias.