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News release

Os jovens Moçambicanos enfrentam dificuldades para encontrar emprego, afirmando que são prejudicados pela falta de formação e de experiência profissional

23 Jun 2026 Mozambique
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Comunicado de imprensa
Key findings
  • Cerca de dois terços (65%) dos Moçambicanos com idades entre os 18 e os 35 anos afirmam estar desempregados e à procura de trabalho, em comparação com 55% dos indivíduos com idades entre os 36 e os 45 anos (Figura 1).
  • Outros 21% dos jovens estão desempregados e não estão à procura de trabalho.
  • Tal como os seus mais velhos, os jovens Moçambicanos afirmam que as principais barreiras ao emprego juvenil são a falta de formação ou preparação adequada (30%), a falta de experiência exigida pelos empregadores (19%) e a desadequação entre as qualificações académicas e os requisitos do posto de trabalho (14%) (Figura 2).
  • Quase metade (46%) dos jovens afirma que, se lhes fosse dada a escolher, preferiria iniciar o seu próprio negócio. Três em cada 10 (31%) optariam por trabalhar no sector público, enquanto 13% trabalhariam numa empresa privada (Figura 3).
  • A preferência dos jovens pelo empreendedorismo é semelhante entre homens e mulheres (45% contra 46%) (Figura 4).
  • Se o governo pudesse aumentar as despesas para apoiar os jovens, a criação de emprego seria a principal prioridade para os jovens entrevistados (citada por 51% dos indivíduos com idades entre os 18 e os 35 anos), seguida do acesso a crédito para negócios (20%) e educação (10%) (Figura 5).

Quase dois terços dos jovens Moçambicanos afirmam estar desempregados e à procura de  trabalho, revela um recente inquérito do Afrobarometer. Os cidadãos com idades entre os  18 e os 35 anos têm maior probabilidade do que os mais velhos de declarar que estão desempregados. 

Para além das condições económicas, os jovens identificam, na sua maioria, a falta de  formação ou preparação adequada como a principal barreira ao emprego juvenil,  seguida da falta de experiência profissional. 

Se pudessem escolher, quase metade dos jovens preferiria iniciar o seu próprio negócio,  enquanto cerca de um em cada três optaria por trabalhar no sector público. Os jovens  homens e mulheres apresentam preferências profissionais semelhantes. 

Se o governo pudesse aumentar as despesas para apoiar os jovens, a criação de emprego  seria a principal prioridade para a juventude, seguida do acesso a crédito para negócios,  educação e formação profissional.