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News release

Moçambicanos mostram-se cépticos com a forma como o governo gere os recursos naturais, revela o último inquérito do Afrobarometer

27 May 2026
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Comunicado da impresa
Key findings
  • A maioria (56%) dos Moçambicanos afirma que o governo está a fazer um trabalho "razoavelmente" ou "muito" mau na gestão dos recursos naturais (Figura 1).
  • Quando questionados sobre quem beneficia mais dos recursos naturais do país, os cidadãos referem os investidores estrangeiros (29%), o governo (28%) e os altos responsáveis políticos (19%). Apenas 18% acreditam que os cidadãos comuns são os que mais beneficiam dos recursos naturais (Figura 2).
  • Os residentes no Sul do país tendem mais a afirmar que os investidores estrangeiros são os maiores beneficiários (35%), enquanto os do Norte apontam com maior frequência para o governo do país (36%). No Centro, um quarto (26%) dos respondentes afirma que o povo Moçambicano é quem mais beneficia (Figura 3).
  • A maioria dos respondentes (74%) afirma estar "pouco satisfeita" ou "nada satisfeita" com o nível de participação das comunidades locais na extração de recursos naturais (Figura 4).
  • A mesma proporção (74%) manifesta insatisfação com a quantidade de informação que o público recebe sobre a forma como o dinheiro proveniente dos recursos naturais é utilizado (Figura 5). A insatisfação é particularmente forte entre os residentes urbanos (80%), os cidadãos com maior nível de escolaridade (80%), os jovens (77%) e os homens (76%).

A maioria dos Moçambicanos está insatisfeita com a forma como o governo gere os  recursos naturais, com o nível de participação das comunidades locais na extracção de  recursos naturais e com a quantidade de informação que o público recebe sobre a  utilização das receitas provenientes dos recursos naturais, segundo o mais recente inquérito  do Afrobarometer. 

A maioria dos cidadãos afirma que os investidores estrangeiros, o governo e os altos  funcionários políticos são os que mais beneficiam dos recursos naturais do país. Menos de  um quinto dos respondentes acredita que são os cidadãos quem mais beneficia dos  recursos naturais do país.