Aumenta a percepção da corrupção em Cabo Verde

Corruption

Vem aumentando a proporção dos cabo-verdianos que consideram que os níveis de corrupção em Cabo Verde tem-se alastrado seja entre as instituições eleitas, seja entre as não eleitas e nenhuma está imune a esta percepção cada vez mais crítica por parte da população. De acordo com os resultados do último inquérito da Afrobarometer, cerca de metade dos inquiridos afirmam que a corrupção aumentou comparativamente ao ano de 2013, contra 13% que expressaram opinião contrária, ou seja, entendem que diminuiu. De realçar ainda que cerca de 1/3 dos cabo-verdianos mostram-se impotentes na luta contra a corrupção ao afirmarem que as pessoas comuns como elas não podem fazer diferença nesta luta.

O nível de corrupção percebido entre os juízes e magistrados continua nos patamares mais baixos, contrariamente ao registado entre os agentes da ordem (polícia) que continuam a destacar-se pela negativa das demais instituições, pois são percebidos como sendo as mais corruptas. Entre as instituições eleitas são os eleitos locais (Presidentes e Vereadores) e o Primeiro Ministro que granjearam as avaliações mais negativas em termos de corrupção com a população a considerar que a maioria/todos estão envolvidos em atos de corrupção.

A situação em Cabo Verde está longe de se configurar numa corrupção endémica situação recorrente em vários países africanos, mas convém reforçar os mecanismos de controlo e de prevenção dessa prática.

Preocupante ainda é o fato de ter aumentado a proporção dos cidadãos que consideram a mídia como sendo pouco eficaz em revelar os erros do governo e corrupção, ao mesmo tempo em que diminui a proporção dos que acreditam que ela é razoavelmente ou muito eficaz.

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