WP53: Atitudes em relação à qualidade da democracia em Cabo Verde

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Working papers
2005
53
Reis, Deolinda, Francisco Rodrigues and Jose Semedo

Dá-me um imenso prazer apresentar o relatório que têm entre mãos. É um documento de valor único. Afinal, antes do Afrobarómetro, quem sabia o que os cabo-verdianos pensavam acerca da sua democracia, do seu governo, da sua economia e da sua comunidade? Naturalmente, todos poderiam contar uma anedota acerca da opinião de um tio, uma irmã ou de um primo. Mas ninguém era capaz de descrever e analisar, com detalhes científicos precisos, a opinião do conjunto da opinião pública no país como um todo.

O Afrobarómetro pretende apenas medir a atmosfera política e económica em Cabo Verde. Permite-nos afirmar se as pessoas estão satisfeitas com os actuais arranjos para uma governação democrática ou se vêm a necessidade de alterar a direcção para a qual o país se dirige.O Afrobarómetro também situa a opinião pública num contexto mais profundo e mais alargado. Porque o inquérito coloca repetidamente a mesma questão em muitos lugares, pelo menos três tipos de comparação são possíveis: entre vários grupos sociais, como badius e sampadjudos dentro do país; entre Cabo Verde e outros 17 países na África subsaariana; e ao longo do tempo entre o primeiro inquérito em Cabo Verde em Junho de 2002 e este segundo inquérito em Abril de 2005.Este relatório, compilado por Deolinda Reis, Francisco Rodrigues e José Semedo, todos da Afrosondagem, uma empresa cabo-verdiana de sondagens, representa um excelente exemplo dos resultados recentes do Afrobarómetro.

Dirige-se a uma audiência alargada e deveria ser de grande interesse para os decisores políticos, empresários, jornalistas, professores, estudantes e cidadãos interessados e curiosos. Estou convicto que o relatório revelará muitas coisas acerca do estado de espírito deste país que você nunca soube anteriormente.Para além desta primeira publicação, os autores terão mais a dizer com o tempo. De facto, o potencial de um instrumento como o Afrobarómetro é definido principalmente pelas limitações da nossa própria imaginação, incluindo a sua, caro leitor, em elaborar questões que interrogam os dados.Assim, em nome dos Professores E. Gyimah-Boadi e Robert Mattes, meus companheiros co-Directores do Afrobarómetro, e de toda a rede de investigadores do Afrobarómetro em 18 países africanos, eu recomendo vivamente esse relatório para o seu enriquecimento e prazer